fbpx

Feminismo não é moda, é resistência!!!

Igualdade é tudo!!!

Lutar para valorizar a mulher é fundamental para um mundo mais justo e igualitário. Para todos, homens e mulheres!!!

Por diversas vezes ouço que o feminismo está na moda, devido a algumas repercussões diante de assuntos que envolvem pautas discutidas pelo movimento. No entanto, a “onda” do feminismo não pode nem deve parar; o termo “moda” carrega um significado de algo passageiro e definitivamente este não é o caso. É interessante para todas as pessoas, principalmente para as mulheres, visando o desenvolvimento social global, que este assunto permaneça em pauta em todos os segmentos possíveis.
Embora provoque diversas discussões e conflitos, estes apontamentos são necessários para a construção de uma sociedade mais justa e composta por pessoas mais felizes. Lógico que muitos aspectos devem ser considerados ao se debater o assunto feminismo e tudo o que ele abrange, afinal o próprio movimento possui várias vertentes importantes e justas. Desde diferença de classes, raças, etnias, sexualidades, entre outros, porém a principal luta é quanto à emancipação das mulheres, e tudo o que o gênero feminino representou e representa.

O espaço da mulher

É preciso considerar que por muito tempo o feminismo, assim como outros assuntos relevantes, não tiveram grande espaço de falas ou ações. Era comum acontecer algo de grandes proporções como feminícidio, estupro ou questões semelhantes para que a notícia fosse estampada nos jornais e mídias em geral, e na semana seguinte ninguém mais se lembrava do acontecido, nem sobre as providências diante do caso. Infelizmente não podemos dizer que isto mudou como gostaríamos, mas tivemos alguns avanços, como a lei Maria da Penha, e o crime de feminícidio finalmente reconhecido.
Confesso que ainda considero minúsculo o espaço designado às mulheres em pleno século XXI, e também devo destacar que não acredito nessa pequenez porque a meta é alcançarmos tudo! As mulheres não merecem mais nenhum tipo de usurpação. Toda e qualquer circunstância que torne um ser humano excluído de alguma maneira deve ser erradicado. No caso do feminismo, realizamos um pequeno recorte em relação ao gênero feminino destacando a necessidade de políticas públicas que viabilizem agir nas causas de problemas relacionados ao machismo e tudo o que ele provoca como: violência contra as mulheres, discriminação e todas as problemáticas em torno do assunto.

A estrutura do machismo

Quando analisamos pontos estruturais do machismo e toda a questão patriarcal em torno deste comportamento, compreendemos a construção de um pensamento que não percebe o gênero feminino como ser humano, mas como fêmea, e tudo o que foi relacionado a partir deste termo.
Diante deste conhecimento, a desconstrução deve ser iniciada a partir da resistência feminina e de todas as pessoas que já compreenderam, através de estudos teóricos e práticos, o quanto a capacidade e autonomia feminina está além dessas designações arcaicas e sem fundamento real. Para isso, basta realizar alguns estudos, ou constatar em universidades, mercado de trabalho e todos os espaços que são ocupados por mulheres. Apesar de dificultarem de diversas formas o seu desenvolvimento profissional, social e pessoal, ele acontece acima do esperado.
Mas por que mesmo diante de tantas constatações as mulheres estão distantes de conquistar o reconhecimento real como ser humano? Será que a mão de obra feminina em suas duplas jornadas é útil para que muitas coisas permaneçam como estão? Podemos notar que, ao longo dos séculos, o papel da mulher mudou em muitos setores e quando consideramos raça e etnia, isto tem uma proporção ainda maior. Mas tudo isso conforme a necessidade social e econômica do momento, as divisões e subdivisões garantiam salários menores, mas sem deixar de cumprir as tarefas reservadas ao dito sexo feminino. Pensando nos dias atuais, mulheres passaram a dividir as contas (quando não arcam com tudo) e assumir posicionamentos, antes denominados masculinos; mas o contrário não acontece por parte dos homens e, quando acontece, vem acompanhado de honras e glórias, como se fosse algo extraordinário, porque as pessoas não consideram normal.
Acontece uma manutenção do machismo, que enquadra algumas novas possibilidades para uns e outros, mas mulheres acumulam responsabilidades e não há uma divisão que torne possível tais realizações. É a partir disso que temos mulheres contemporâneas escolhendo entre ser mães e formar famílias, ou ser bem-sucedida na carreira profissional, enquanto para os homens uma coisa jamais excluiu a outra.


A necessidade da mudança

É necessário mais que querer mudar, é preciso fazer isso acontecer, praticar a mudança todos os dias, ainda que isso pareça difícil para muitas pessoas. Embora protestos e símbolos de resistências funcionem bem e garantam a visibilidade que a causa necessita, uma revolução não acontece apenas nas ruas ou com empoderamento feminino. Estas ações são essenciais, e partem do princípio de que não toleramos mais. Quando não aceitamos o assédio em diversos espaços, por exemplo, ou não nos calamos diante de um ato machista ou sexista, estamos exercendo nosso direito de fala, e intimidando atos inaceitáveis.
Porém, a transformação social que buscamos é maior, não são todas as pessoas que possuem esta capacidade por diversos motivos, e também não são todas as circunstâncias que tornam possíveis alguma intervenção. O fato é que a luta deve acontecer até mesmo pelas pessoas que ainda não perceberam o que há de errado, ou que não se sente à vontade para lutar por tais mudanças, as pessoas precisam ser conscientizadas de várias maneiras e por todos os lados.

O machismo impera!!!

O machismo está em tudo! Não existe nenhum lugar, aspecto ou situação que ele não exista. Estamos todos mergulhados numa grande estrutura que diz: homens são superiores às mulheres em todos os aspectos. Assim como é dito que mulheres devem cuidar, seja dos filhos, do marido, ou dos familiares. Em situações que os papeis são trocados, os homens sempre estão em vantagem, e para tudo se dá um jeito de culpar a mulher quando algo não caminha como esperado. Não estou dizendo que mulheres não erram; aliás, este é um direito que também reivindicamos, não temos que ser perfeitas. Mas quando algo acontece não existe o julgamento do ato em si ou da pessoa, o que é julgado é o gênero. Quando uma mulher dirige mal, “tinha que ser mulher”, quando um homem faz o mesmo, “ele dirige mal”. A diferença nos fere, não somos um gênero e tudo o que criaram para que ele carregue, somos pessoas, e podemos ter comportamento diversos. Dirigir mal é uma característica humana e qualquer pessoa pode ter, é simples.

Como podemos fazer a mudança?

As atitudes a caminho das transformações devem partir de pontos estratégicos da construção do pensamento social, e isto está além das mulheres que já não suportam situações envolvendo machismo. A estruturação da mudança deve conter a mesma profundidade que o assunto alcança. Adultos precisam ser conscientizados sobre a importância da mudança, seja a partir de leis, ou de pressão social, seja no trabalho, espaços públicos, etc. A cobrança por atitudes que visem o respeito a cidadania feminina devem ser pautados a partir dos direitos humanos, e de políticas públicas direcionadas a isso. Por estes e outros motivos é tão importante a representatividade feminina nos setores políticos, assim como de outros aspectos com interesses semelhantes, é preciso diminuir e erradicar as desigualdades.
A educação é outro setor de importância gigantesca na formação de um novo pensamento igualitário entre os gêneros. Quando as crianças são expostas a ambientes de respeito ao ser humano de forma natural tudo fica melhor. Meninos e meninas ocupando espaços educacionais desde a infância até a juventude considerando habilidades a partir de suas aptidões e preferências, sem existir classificação ou designação de gênero para uma ou outra profissão. Meninas se dedicando mais aos estudos que aos afazeres domésticos, pois isso não é algo a ser cumprido pelo fato de ter nascido mulher. Afazeres domésticos devem ser ensinados como atribuições necessárias para o ser humano, por uma questão de cuidados e higiene.
O espaço escolar é o mais importante meio social das crianças, e hoje estão lá as futuras gerações. São as repetições de atitudes já condenadas que colaboram para a manutenção do pensamento machista, ao ignorar atitudes que causam agressões e desrespeito as mulheres ou a qualquer ser humano é além de irresponsável, um tiro no pé. Serão estas pessoas que formarão o mercado de trabalho, convívio social, assistência de saúde, e todos os setores que compõe o mundo em que vivemos. Quando professores, e professoras, familiares e responsáveis permanecem no “conforto” de não praticar atitudes igualitárias ficam todos com as referências de repetições.
Parece difícil de mudar algo de tamanha grandeza, mas não se assuste, tudo é possível mudar. Dessa forma isso chegará as próximas gerações de forma natural, aliado à reformulação da educação como instituição transformadora e social que é em toda sua estrutura.

A prisão do machismo

É importante dizer que todo este contexto machista coloca a todos em uma prisão, e citar também situações negativas geradas pelo machismo para os homens. O fato de homens não terem liberdade para demonstrar sentimentos, por exemplo, não terem espaço para ser além do “estereótipo” de machão, precisar ser obrigatoriamente bem sucedido na vida financeira, entre outros. Lógico que estas desvantagens não têm comparação com os problemas enfrentados por mulheres, principalmente quando falamos de violência, seja ela qual for.
Desmiuçar os problemas causados pelo machismo na vida das mulheres e da sociedade em geral é revoltante e ao mesmo tempo estimulante, pois as coisas não podem permanecer como estão. Quando admitimos que erramos no passado e continuamos a errar em não modificar comportamentos diários, vemos que a tomada de providências é urgente, em prol não apenas da liberdade feminina, mas no que diz respeito ao direito à vida.

Vamos contribuir para a mudança?

O trabalho de transformação pode e deve ser iniciado pelas pessoas; a demanda exige novas condutas e comportamentos diante do que conhecemos por ser mulher atualmente. O modo não apenas como você trata as mulheres por quem tem algum apreço, mas as mulheres em geral devem ser tratadas como pessoas. Esta é a pauta principal e exigida. Não é fácil saber como agir em situações antes aceitáveis e hoje não mais. O dia a dia nos garante novas situações, já que as mudanças são constantes. Ninguém precisa saber de imediato o que fazer diante dessa nova realidade, mas você pode não continuar a fazer o errado, e buscar novos meios de aprender como ser uma pessoa melhor.
A derrubada da desigualdade de gêneros nos leva a uma luta maior diante das diferenças de classes, raça e etnia e muitas lutas se conectam para a formação de uma sociedade que a humanidade merece. A consciência não é passageira, é real, e a resistência acontece quando todos os setores capazes de fazer mudanças se movimentam, e não se intimidam com aqueles que preferem permanecer como estão, mesmo conscientes da injustiça que praticam. Usaremos todos os meios, mídias digitais, conexões com diversos grupos, políticas públicas e leis pautadas nos direitos humanos.
Esta geração deve garantir a igualdade para as próximas, e todos os dias alguém pode começar.

Comece hoje!!!

Grazy Nazario.
Quer saber mais sobre o poder feminino? Visite o blog da autora clicando AQUI.
Quer aprender mais sobre diversos assuntos pessoais e profissionais? Leia as matérias do blog do Liceu CDI clicando AQUI.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *